domingo, 4 de agosto de 2013

Regionalismos


Regionalismos

O Brasil é um país com um território amplo e mesmo assim ainda possui uma língua única. Além de contribuir para uma grande diversidade nos hábitos culturais, religiosos, políticos e artísticos, a influência de várias culturas deixou na língua portuguesa marcas que acentuam a riqueza de vocabulário e de pronúncia. É importante destacar que as diferenças na nossa língua não constituem erro, mas são consequências das marcas deixadas por outros idiomas que entraram na formação do português brasileiro. Entre esses idiomas estão os indígenas e africanos, além dos europeus, como o francês e o italiano. A influência desses elementos presentes em cada região do país, aliada ao desenvolvimento histórico de cada lugar, fez com que surgissem regionalismos, isto é, expressões típicas de determinada região. Essa variedade linguística pode se manifestar na construção sintática – por exemplo, em algumas regiões se diz "sei não", em outras "não sei", mas a grande maioria dos regionalismos ocorre no vocabulário. Assim, um mesmo objeto pode ser nomeado por palavras, diversas, conforme a região. Por exemplo: no Rio Grande do Sul, a pipa ou papagaio se chama pandorga; o semáforo pode ser designado por farol em São Paulo, e sinal ou sinaleiro no Rio de Janeiro.
Regionalismo é, na língua, o emprego de palavras ou expressões peculiares a determinadas regiões. Em literatura, é a produção literária que focaliza especialmente usos, costumes, falares e tradições regionais.
Exemplos de regionalismos:
Nordestinês:
Abestado = Bobo, leso, tolo.
Abirobado = Maluco.
Abufelar - Irritar, ficar brabo.
Amancebado = Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
Amarrado = mesquinho; avarento.
Arretado = tudo que é bom; bacana; legal.
Avalie = Imagine.
Avariado das idéias = meio amalucado.
Avexado = Apressado.
Bater a caçuleta = Morrer.
Bizonho = triste, calado.
Brenha = Lugar longe de difícil acesso; escuro.
Briba = Pequena lagartixa.
Bruguelo = Criança pequena
Se um paulista conversar com um morador do Espírito Santo ele pode ouvir as seguintes palavras:
Taruíra: lagartixa
Pocar: estourar, arrebentar
Pão de sal: pão francês

Essas palavras são apenas alguns exemplos de como a linguagem varia de região para região.


Expressões  típicas da região nordeste:


Expressões típicas da região sul:
Expressões relativas ao norte brasileiro:


Outros exemplos, o famoso “Caipira”:

Exemplo mineiro:


Exemplo gaúcho:

Variação Social
         
Refere-se às formas da língua empregadas pelas diferentes classes ou grupos sociais. 
 “o réu vive de espórtula, tanto que é notória sua cacosmia”. (linguajar jurídico).
Oi rapeize do surf brigadão pela moral que vcs tão me dando, pow ta muito bom quando ta batendo aquelas ondas na prainha. Tá show, valeu brigadão. (conversa de surfista). 

Gíria:

 A gíria é uma das variedades que uma língua pode apresentar. Quase sempre é criada por um grupo social, como o dos fãs de rap, de funk, de heavy metal, o dos surfistas, dos skatistas, dos grafiteiros, etc.
Existe também a nova linguagem virtual o famoso internetês. Exemplos:


É um grande problema quando falamos gírias com quem possivelmente não compreenda. Por isso existe a língua padrão, para evitar que pessoas não entendam a linguagem de outras.

Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros.

Exemplos de jargões jornalísticos:
cabeça: chamada para matéria;
cair: deixar de publicar uma matéria;
enxugar: tornar o texto mais objetivo, mais curto.
foca: jornalista recém-formado.
limar: tirar do texto as informações menos importantes.

Exemplos de algumas gírias do funk:
Abalar: Causar boa impressão.
Alemão: Pessoa de caráter duvidoso. Falso, duvidoso, velhaco.
Bucha: Pessoa inconveniente, importuna, safado.
Cap (quép): Boné
Sangue Bom: Pessoa de qualidade, boa índole.Zoar: Agitar, fazer agito.
Bonde: Fileira. Grupo de amigos da mesma comunidade.
Caozeiro: Quem mente demais.
Chapa Quente: Lugar que o clima é agitado.
Morô?: Entendeu?
Pancadão: Batida grave do miami bass.
Passar o rodo: Atacar.
Rolé: Passear, Andar sem compromisso.
Style: Estar muito bem arrumado.
Tchutchuca: Garota bonita.
Tigrão: Homem de aparência grotesca que consegue namorar mulheres bonitas.
Uva: Bom. O baile tá uma uva: O baile tá bom.
X9: Informante.

 Variação situacional
 É a capacidade que tem um mesmo indivíduo de empregar as diferentes formas da língua em situações comunicativas diversas, procurando adequar a forma e o vocabulário em cada situação.
No trabalho, na escola, com os amigos, com a família, em solenidades, no mundo virtual, etc.




Dependendo do grupo social que João se encontra ele muda sua linguagem. Com um colega ele usa gírias já com um professor ele usa a linguagem formal, esta mudança é justificada por João estar interagindo com grupos sociais diferentes.

Considerações importantes:
  • Todas as variações estão presentes tanto na língua falada quanto na língua escrita. Podemos, inclusive, encontrar (e usar) as variações linguísticas em diferentes contextos de produção escrita.
  • Existe uma variedade de língua padrão, que é a variedade linguística de maior prestígio social. Aprendemos a valorizar a variedade padrão porque socialmente ela representa o poder econômico e simbólico dos grupos sociais que a elegeram como padrão.
  •  É importante compreender as variações linguísticas para melhor usar a língua em diferentes situações. Utilizar a língua como meio de expressão, informação e comunicação requer, também, o domínio dos diferentes contextos de aplicação da língua.
  • O idioma pode ser um instrumento de dominação e descriminação social. Devemos, por isso, respeitar as linguagens utilizadas pelos diferentes grupos sociais. 

Referências Bibliográficas
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F.Lindley. Nova gramática do português contemporâneo.  5°ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008.
BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. 1ª ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.
INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto: curso prático de leitura e redação. 6. ed. São Paulo: Scipione, 1999.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 20 graus. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2000.





19 comentários:

  1. parabens pra quem escreveu ta show vlw

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  2. t7tguyt7tuft67tfyhrtyhugujvbjvb hyfyhdr5wtg

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  3. tem uns significados de palavra ai que não tem nada a ver.

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  4. tem uns significados de palavra ai que não tem nada a ver.

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  5. Gostei, de verdade.
    E além de ser educativo,o estudo acaba sendo divertido.
    Ameiiii

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  6. Gostei, de verdade.
    E além de ser educativo,o estudo acaba sendo divertido.
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  7. Muito bom , muito bom mesmo eu gostei bastante de aprender e entender novas palavras e gírias do nosso povo heueehehgeeh

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